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Conab não dispõe de milho para pecuária do Estado

Os pecuaristas que dependem do milho subsidiado pelo Governo Federal, distribuído pela Conab, terão que esperar até o início de dezembro para voltarem a captar o cereal usado para ração animal. A distribuição foi suspensa no início do mês, quando o estoque da Companhia Nacional de Abastecimento chegou ao estágio crítico.

A Conab tem hoje apenas 240 toneladas em estoque, o que segundo o superintendente regional da companhia, João Maria Lúcio da Silva, é irrisório. A burocracia, segundo ele, dificultou a manutenção dos estoques. O reabastecimento será feito a partir do milho adquirido em dois leilões — dia 24 de outubro e outro em 6 de novembro. Mas a primeira remessa de 4.784 toneladas chegam dia 25 deste mês.

A segunda remessa, um total de 5.700 toneladas do cereal, será embarcada na próxima segunda-feira (18). Nesses dois leilões, o governo comprou 10.484 toneladas de milho para ração animal. A Conab-RN tem hoje aproximadamente 25 mil criadores cadastrados e que dependem do milho subsidiado. A maioria deles está em propriedades rurais localizadas na região Metropolitana de Natal. Uma portaria interministerial do Governo Federal determina que cada pecuarista pode retirar no máximo seis toneladas mensalmente, mas em função da oferta ainda reduzida, a Conab vai restringir à metade esse volume de entrega.

Mas não são apenas os pecuaristas que enfrentam dificuldade para aquisição de milho subsidiado para ração animal. Os criadores de frango estão há seis meses comprando a saca do cereal a preços quase o dobro do produto subsidiado. No Estado, estima-se que existem cerca de 400 criadores, que produzem 5 mil toneladas de carne mensalmente.

A demanda pelo milho usado para fabricação de ração animal chega a ser muito maior entre os criadores de frango, de acordo com o presidente da Associação Norte-riograndense de Avicultores, Carlos Diniz Junior. “É difícil calcular agora quanto seria essa demanda especificamente para o Rio Grande do Norte porque sempre falamos em demanda por região, mas creio que algo em torno de 80 mil toneladas”.

O presidente da associação dos avicultores afirma que estão comprando uma saca de milho por quase R$ 40,00 e esperam que esse preço alcance ao menos aos R$ 26,00. “Compramos carretas carregadas com milho, e esse leilão do próximo dia 20 pode trazer preços mais em conta para os criadores”, afirma Carlos Diniz Junior.

Dois fatores, principalmente, fazem subir o custo da saca de milho para os criadores da região Nordeste — a safra de soja, que atrai boa parte da estrutura de transporte, e o fato de o governo federal extinguir o subsídio de forma recorrente.

Um desses aspectos foi corrigido recentemente e já será adotado no leilão da próxima quarta-feira. Nos leilões anteriores, como não havia diferenciação de subsídio por região, as grandes companhias produtoras de ração compravam de uma só vez os lotes de milho e exportavam através do porto de Paranaguá, e acabava chegando apenas para os criadores da região Sul e Sudeste do país ou para exportação. Para este leilão, o milho será direcionado para o Nordeste.

PARA PECUARISTAS

Distribuição nas regionais:

1º lote: 4.784 toneladas

>> Natal — 2.284 toneladas;
>> Currais Novos — 1 mil toneladas
>> Mossoró — 1.500 toneladas

2º lote: 5.700 toneladas

>> Assu — 1.000 toneladas
>> Natal — 1.000 toneladas
>> João Câmara — 1.000 toneladas
>> Umarizal — 1.000 toneladas
>> Caicó — 1.200 toneladas
>> Lajes — 500 toneladas

Fonte: Tribuna do Norte 

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